GRÃO DE AREIA

Sismo e Erupção Vulcânica na Indonésia

Posted in Notícias by Artemisa on 27 de Outubro de 2010

Um abalo de magnitude 7,7 ocorreu segunda-feira à noite no mar, a 14,2 quilómetros de profundidade, ao largo da costa ocidental da Indonésia. Algum tempo depois, uma onda com três metros de altura atingiu as aldeias costeiras no remoto arquipélago de Mentawai. Segundo testemunhas, a vaga gigante chegou a penetrar 600 metros por terra adentro.

A zona em causa está localizada a 240 quilómetros a oeste de Bengkulu, na ilha de Sumatra, e a 280 quilómetros a sul de Padang, numa região muito frequentada por turistas. A linha de fractura sísmica onde se deu o tremor foi a mesma que em 2004 provocou o gigantesco tsunami do Oceano Índico que matou 230.000 pessoas em mais de uma dezena de países.

Localização do Arquipélago de Mentawai

Fonte: http://earthobservatory.nasa.gov/NaturalHazards/view.php?id=46607

A coincidir com o sismo e tsunami de ontem está um acumular de pressão no vulcão do monte Merapi, considerado o mais volátil da Indonésia.

Nos últimos dias o Vulcão tem vindo a crescer de actividade, pelo que as autoridades de Jakarta elevaram o nível de alerta e procederam à evacuação de várias aldeias situadas no sopé da montanha.

A última erupção do monte Merapi foi em 2006. Duas pessoas morreram então, vitimadas por uma avalancha de rocha e gases incandescentes. Em 1994 uma erupção semelhante tinha provocado 60 mortos e uma outra, em 1930, fez, pelo menos, 1300 vítimas mortais.

Monte Merapi, Indonésia

O número de mortos, feridos e desaparecidos tem vindo a aumentar, contudo será difícil calcular o seu número correcto devido ao mau tempo que se verifica na região que tem dificultado o acesso ao local e, consequentemente, a ajuda às vítimas por parte das equipas de salvamento.

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Sismo de magnitude 8.8, na escala de Richter, registado no Chile com aviso de Tsunami para toda a região do Pacífico

Posted in Notícias by Artemisa on 27 de Fevereiro de 2010

Confunde-se, frequentemente intensidade com magnitude de um sismo.

A intensidade é um parâmetro qualitativo cuja estimativa é baseada na análise dos efeitos do movimento do solo numa dada localização. É baseada nos efeitos que provoca na superfície da Terra tal como são testemunhados pela população. É algo subjectivo, pois depende da precisão da observação e do observador. A escala de intensidade foi desenvolvida por Giuseppi Mercalli no final do século XIX, sendo posteriormente modificada e adaptada . Por tal, é normal referir-se que a intensidade de um sismo foi de Y na escala de Mercalli modificada.

As intensidades são referidas em numeração romana de acordo com uma escala de I a XII (ver tabela abaixo). Estas intensidades são depois representadas sob a forma de mapas onde são desenhadas isolinhas de intensidade, chamadas isossistas.

Graus de Intensidade Sísmica de acordo com a escala de Mercalli Modificada
Grau Designação Efeitos

I

Imperceptível

Não sentido. Efeitos marginais e de longo período no caso de grandes sismos.

II

Muito Fraco

Sentido pelas pessoas em repouso nos andares elevados dos edifícios, ou favoravelmente colocadas.

III

Fraco

Sentido dentro de casa. Os objectos pendentes baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados. É possível estimar a duração mas não pode ser reconhecido com um sismo.

IV

Moderado

Os objectos suspensos baloiçam. A vibração é semelhante à provocada pela passagem de veículos pesados ou à sensação de pancada duma bola pesada nas paredes. Carros estacionados balançam. Janelas, portas e loiças tremem. Os vidros e loiças chocam ou tilintam. Na parte superior deste grau as paredes e as estruturas de madeira rangem.

V

Forte

Sentido fora de casa; pode ser avaliada a direcção do movimento; as pessoas são acordadas; os líquidos oscilam e alguns extravasam; pequenos objectos em equilíbrio instável deslocam-se ou são derrubados. As portas oscilam, fecham-se ou abrem-se. Os estores e os quadros movem-se. Os pêndulos dos relógios param ou iniciam ou alteram o seu estado de oscilação.

VI

Bastante forte

Sentido por todos. Muitos assustam-se e correm para a rua. As pessoas sentem a falta de segurança. Os pratos, as louças, os vidros das janelas, os copos, partem-se. Objectos ornamentais, livros, etc., caem das prateleiras. Os quadros caem das paredes. As mobílias movem-se ou tombam. Os estuques fracos e alvenarias do tipo D fendem. Pequenos sinos tocam (igrejas e escolas). As árvores e arbustos são visivelmente agitados ou ouve-se o respectivo ruído.

VII

Muito forte

É difícil permanecer de pé. É notado pelos condutores de automóveis. Os objectos pendurados tremem. As mobílias partem. Verificam-se danos nas alvenarias tipo D, incluindo fracturas. As chaminés fracas partem ao nível das coberturas. Queda de reboco, tijolos soltos, pedras, telhas, cornijas, parapeitos soltos e ornamentos arquitectónicos. Algumas fracturas nas alvenarias C. Ondas nos tanques. Água turva com lodo. Pequenos desmoronamentos e abatimentos ao longo das margens de areia e de cascalho. Os grandes sinos tocam. Os diques de betão armado para irrigação são danificados.

VIII

Ruinoso

Afecta a condução dos automóveis. Danos nas alvenarias C com colapso parcial. Alguns danos nas alvenarias C com colapso parcial. Alguns danos na alvenaria B e nenhuns na A. Quedas de estuque e de algumas paredes de alvenaria. Torção e queda de chaminés, monumentos, torres e reservatórios elevados. As estruturas movem-se sobre as fundações, se não estão ligadas inferiormente. Os painéis soltos no enchimento das paredes são projectados. As estacarias enfraquecidas partem. Mudanças nos fluxos ou nas temperaturas das fontes e dos poços. Fracturas no chão húmido e nas vertentes escarpadas.

IX

Desastroso

Pânico geral. Alvenaria D destruída; alvenaria C grandemente danificada, às vezes com completo colapso; as alvenarias B seriamente danificadas. Danos gerais nas fundações. As estruturas, quando não ligadas, deslocam-se das fundações. As estruturas são fortemente abanadas. Fracturas importantes no solo. Nos terrenos de aluvião dão-se ejecções de areia e lama; formam-se nascentes e crateras arenosas.

X

Destruidor

A maioria das alvenarias e das estruturas são destruídas com as suas fundações. Algumas estruturas de madeira bem construídas e pontes são destruídas. Danos sérios em barragens, diques e aterros. Grandes desmoronamentos de terrenos. As águas são arremessadas contra as muralhas que marginam os canais, rios, lagos, etc. lodos são dispostos horizontalmente ao longo de praias e margens pouco inclinadas. Vias-férreas levemente deformadas.

XI

Catastrófico

Vias-férreas grandemente deformadas. Canalizações subterrâneas completamente avariadas.

XII

Danos quase totais

Grandes massas rochosas deslocadas. Conformação topográfica distorcida. Objectos atirados ao ar.

Magnitude de um sismo indica a quantidade de energia libertada num evento sísmico. Baseia-se em medições precisas da amplitude das ondas sísmicas, para distâncias conhecidas entre o epicentro e a estação sísmica.

A escala mais conhecida e utilizada para medir a magnitude de um sismo é a de Richter.

A magnitude é expressa numa escala logarítmica decimal, o que significa que  o aumento de 1 grau de magnitude corresponde a um movimento do solo 10 vezes maior e o aumento de 2 graus corresponde a um movimento 100 vezes maior. Em termos de energia, o aumento de 1 grau na escala de Richter corresponde a cerca de 30 vezes mais de energia libertada.

As escalas de magnitude são abertas, pois não têm mínimo nem máximo, podendo até registar valores negativos. Até hoje, o valor máximo registado de um sismo foi de 9.5 (Chile, 1960).

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