GRÃO DE AREIA

Começa hoje para nós o campeonato do mundo!

Posted in Pessoal by Artemisa on 16 de Junho de 2014

Portugal-Flag

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NATO/OTAN – Cimeira de Lisboa

Posted in Notícias by Artemisa on 30 de Novembro de 2010

Numa cimeira considerada histórica, os líderes de Estado e de Governo dos aliados da Aliança Atlântica, reuniram em Lisboa rodeados de um enorme e necessário esquema de segurança.

Novo Conceito Estratégico

O documento aprovado, com 11 páginas, diz que a NATO se mantém como uma aliança nuclear, que o princípio da defesa colectiva é o seu principal objectivo e que a organização vai continuar com a política de porta aberta a novos membros.

As principais linhas do novo conceito estratégico da NATO:

– Confirma o princípio de defesa colectiva. Esta permanece a primeira e maior responsabilidade da NATO;
– Afirma o compromisso com a prevenção de crises, a gestão de conflitos e a estabilização pós-conflito, trabalhando mais de perto com a ONU e UE;
– A Aliança mostra abertura a trabalhar com parceiros em todo o mundo;
– A NATO compromete-se com o objectivo de criar condições para um mundo livre de armas nucleares, mas ao mesmo tempo a NATO mantém-se como uma aliança nuclear;
“Enquanto existirem armas nucleares, a NATO permanece uma aliança nuclear”;
– O documento refere que a organização mantém a sua política de porta aberta a futuros membros;
– A Aliança compromete-se a fazer reformas e a tornar-se mais eficaz e flexível, para que os contribuintes tenham o máximo de segurança pelo dinheiro que investem em Defesa.

O documento identifica como ameaças da NATO:

– proliferação de mísseis balísticos e de armas nucleares;
– terrorismo e o uso de armas nucleares, biológicas e químicas por grupos extremistas;
– tráfico de armas, droga e de seres humanos;
– Ciber-ataques;
– ameaças à segurança energética e ao abastecimento energético;
– alterações climáticas, escassez de água, escassez energética;

No conceito estratégico os países da NATO aceitam a extensão de um sistema de defesa antimíssil às suas populações e territórios:

“Vamos desenvolver a capacidade de defender as nossas populações e territórios contra ataques com mísseis balísticos como um elemento central da nossa defesa colectiva, que contribui para a segurança indivisívil da Aliança. Vamos procurar activamente a cooperação da Rússia e de outros parceiros euro-atlânticos na defesa antimíssil” – Anders Fogh Rasmussen, Secretário geral da NATO

Anders Fogh Rasmussen , Secretário Geral da NATO

No capítulo das parcerias o conceito diz o seguinte sobre a Rússia:

“A cooperação NATO-Rússia é de importância estratégica porque contribui para a criação de um espaço de segurança comum, estabilidade e segurança. A NATO não é uma ameaça à Rússia. Pelo contrário: queremos ver uma verdadeira parceria estratégica entre a NATO e Rússia e agiremos em concordância, com a expectativa de que haja reciprocidade da parte da Rússia”.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN ou NATO), por vezes chamada Aliança Atlântica, é uma organização internacional de colaboração militar estabelecida em 1949 em suporte do Tratado do Atlântico Norte assinado em Washington a 4 de Abril de 1949. A organização foi criada em 1949, no contexto da Guerra Fria, com o objectivo de constituir uma frente oposta ao bloco socialista, que, aliás, poucos anos depois lhe haveria de contrapor o Pacto de Varsóvia, aliança militar do leste europeu.

Desta forma, a OTAN tinha, na sua origem, um significado e um objectivo paralelos, no domínio político-militar, aos do Plano Marshall no domínio político-económico. Os estados signatários do tratado de 1949 estabeleceram um compromisso de cooperação estratégica em tempo de paz e contraíram uma obrigação de auxílio mútuo em caso de ataque a qualquer dos países-membros.

Com o desmoronamento do Bloco de Leste no final dos anos 1980, surgiu a necessidade de redefinição do papel da OTAN no contexto da nova ordem internacional, pois o motivo que deu origem ao aparecimento da organização e o objectivo que a norteou durante quatro décadas desapareceram subitamente.

A organização dedicou-se, pois, a esta nova tarefa, com o objectivo de se tornar o eixo da política de segurança de toda a Europa (isto, é considerando também os países que antes formavam o bloco adversário) e América do Norte. Assim, começou a tratar-se do alargamento a leste (considerando, nomeadamente, a adesão da Polónia, da Hungria e da República Checa) e, em 1997, criou-se o Conselho de Parceria Euro-Atlântica, um órgão consultivo e de coordenação onde têm também assento os países aliados da NATO, incluindo os países da Europa de Leste o que desagrada à Rússia ao ver afastar-se da sua esfera de influência.

Em Março de 1999, formalizou-se a adesão da Hungria, Polónia e da República Checa, três países do antigo Pacto de Varsóvia. Em Março de 2004 aderiram a Bulgária, Estónia, Letónia, Lituânia, Roménia, Eslováquia e a Eslovénia. No dia 1 de Abril de 2009 aderiram à Organização a Albânia e a Croácia.

Com a queda do Muro de Berlim e desintegração do Pacto de Varsóvia, foi criado o Conselho de Cooperação do Atlântico Norte (CCAN) na sede da OTAN em Setembro de 1991 como fórum para o debate e promoção das questões de segurança, quer para os membros da OTAN quer para os antigos adversários da Aliança. Após os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001, foi criado, em Maio de 2002, o Conselho OTAN-Rússia. Este órgão, que substituiu o Conselho Conjunto Permanente, trabalha na base do consenso e inclui todos os membros da OTAN e a Rússia como parceiros em pé de igualdade.

Membros Fundadores

  • Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estados Unidos, França, Islândia, Itália, Luxemburgo, Noruega, Países Baixos, Portugal e Reino Unido (4 de Abril de 1949).
Adesões durante a Guerra Fria
  • Grécia e Turquia (18 de Fevereiro de 1952), Alemanha Ocidental (9 de Maio de 1955) e Espanha (30 de Maio de 1982).
Adesões de países do antigo bloco de leste
  • Alemanha Oriental (reunificada com a Alemanha Ocidental, 3 de Outubro de 1990), República Checa e Polónia (12 de Março de 1999), Bulgária, Eslováquia, Eslovénia, Estónia, Letónia, Lituânia e Roménia (29 de Março de 2004), Albânia e Croácia (1 de Abril de 2009).

██ Estados membros da OTAN ██ Países da Parceria para a Paz  ██ Países do Diálogo Mediterrâneo Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:NATO_Partners.png

Portugal na OTAN

“Portugal encara o ambiente estratégico em que se insere de acordo com os seus interesses, como resultado das responsabilidades decorrentes da condição de Nação alicerçada em 900 anos de História e tendo em conta as obrigações como Estado-membro das Nações Unidas, da União Europeia, da Organização do Tratado do Atlântico Norte e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama passa revista à Guarda de Honra do Presidente da República, Cavaco Silva

No domínio da Segurança e Defesa Portugal considera as Nações Unidas como fonte de legitimação de todas as intervenções militares e a União Europeia, a OTAN e a CPLP como espaços essenciais da nossa responsabilidade e acção. Portugal assume um total cometimento dos interesses e responsabilidades inerentes à convergência internacional para a Paz, Estabilidade e Desenvolvimento.
Nos anos mais recentes Portugal tem estado activamente envolvido nestes esforços, nomeadamente com o contributo das Forças Armadas. Esta situação é uma consequência do entendimento de que a Segurança e Defesa têm sido essenciais para manter o Bem-estar e o progresso das sociedades, sendo a Segurança um valor a construir tanto internamente como externamente. Neste quadro, assume especial significado a coexistência da manutenção do empenhamento das Forças Armadas, por um lado num quadro de Segurança Colectiva (Artigo 5º do Tratado da OTAN) e por outro, numa postura de Segurança Cooperativa com uma perspectiva global de intervenção baseada em modelos de comprehensive approach, focalizada na pessoa humana e agindo de modo coordenado e convergente pelo reforço das instituições com um forte envolvimento das Forças Armadas.”

 

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Intemporal

Posted in Pessoal by Artemisa on 22 de Novembro de 2010

Guerra Junqueiro

“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta.

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro.

Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas. Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”

Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896

Portugal e Orçamento de Estado… Rir é o Melhor Remédio!

Posted in Notícias, Pessoal by Artemisa on 23 de Outubro de 2010

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Passeio Virtual por 150 000 Áreas Protegidas do Mundo

Posted in Notícias by Artemisa on 23 de Outubro de 2010

ProtectedPlanet.net procura atrair a atenção das pessoas para as informações compiladas no Banco e Dados Mundial de Áreas Protegidas – WDPA (World Database on Protected Areas). O WDPA funciona há mais de 28 anos com o objetivo principal de  reunir informações digitais sobre cada  parque nacional e área protegida do planeta. Na posse desses dados estaremos mais bem informados para tomarmos as decisões certas em relação ao nosso planeta. Acontece ainda que essas áreas de proteção ambiental são também alguns dos lugares mais impressionantes da Terra, e destancando-as para o mundo por meio de visualização detalhada só trará benefícios.

Podemos explorar todas as áreas protegidas do nosso planeta usando mapas e buscas em alta velocidade em qualquer língua podemos descobrir quais espécies são encontradas dentro das áreas de protecção a partir dos dados do GBIF (Global Biodiversity Information Facility). Além disso, podemos ter noção real da riqueza maravilhosa e da diversidade de alguns dos mais incríveis locais do nosso planeta através de fotografias disponibilizadas pelo Panaramio e pelo Flickr.

O site ProtectedPlanet.net, inclui também informação sobre 213 locais em Portugal, incluindo Arquipélagos dos Açores e Madeira.

 

 

Maratona pelo Minho

Posted in Pessoal by Artemisa on 20 de Agosto de 2010

O título do post não poderia ser mais adequado, porque estas visitas foram mesmo uma corrida contra o tempo…

Localização dos principais pontos de paragem

Viana do Castelo é uma cidade encantadora onde a tripla rio, monte e mar proporciona uma sensação de conforto e de pertença fantástica. Além destas sensações mais ou menos psicológicas junta-se a deslumbrante paisagem, especialmente admirável a partir do Monte de Sta. Luzia, paisagem esta que acaba por ser o cartão de visita desta cidade.

Tive muita pena de não conseguir assistir às Festas da Sra. da Agonia…para o ano não faltarei!

Cabeçudos

Viana do Castelo

Viana do Castelo e a Foz do Rio Lima

Antigos Paços do Concelho: Viana do Castelo

Igreja Matriz/ Sé Catedral de Viana do Castelo

Chafariz da Praça da República

Santuário do Sagrado Coração de Jesus de Santa Luzia

Traje Típico da Noiva

Filigrana é um trabalho ornamental feito de fios muito finos e pequeninas bolas de metal, soldadas de forma a compor um desenho. O metal é geralmente ouro ou prata mas o bronze e outros metais também são usados. A filigrana foi utilizada na joalharia desde a Antiguidade greco-romana, sendo ainda empregada em grande variedade de objectos decorativos.

Actualmente, as peças de Filigrana podem ser encontradas com enorme visibilidade na Região norte de Portugal, usadas frequentemente no conjunto do vestido de noiva tradicional e, ainda, no traje feminino dos ranchos folclóricos do Minho.

De perder a cabeça!! E não só!

Lenços de Namorados, também designados lenços marcados, de pedidos, bordados ou de amor.

Era costume ensinar às raparigas a arte de bordar para que mal entradas na adolescência começassem a preparar o enxoval.

O lenço era bordado então, em linho fino nas longas noites de serão, nos momentos livres do dia ou aquando do apastoramento do gado, pela rapariga apaixonada que ia transpondo para o lenço os sentimentos que lhe iam na alma. A rapariga usá-lo-ia ao domingo na trincha da saia ou no bolso do avental; mais tarde oferecê-lo-ia somente ao rapaz que amava como compromisso de amor, este passaria a usá-lo ao pescoço ou no bolso do casaco do fato domingueiro.

Os lenços de namorados são geralmente de formato quadrado com dimensões que variam entre os 50 a 60 cm, com uma rica simbologia ligada à fidelidade à ligação amorosa e ao acto do casamento.

A fidelidade está presente na representação da pomba e do cão; a ligação amorosa, na representação variada do par de namorados, na silva que significa a prisão amorosa e na chave que une os dois corações; e finalmente o acto do casamento que está presente na representação de símbolos religiosos como a cruz, o vaso, o cibório, a custódia e o candelabro.

A temática nestes lenços é muito variada e vai desde a representação dos símbolos relacionados com a temática das vindimas (a cesta, a escada, o cântaro e o pipo) ao tema da emigração, traduzida não só nas quadras que o próprio lenço comporta, mas na utilização de símbolos com ela relacionados (o navio, a pomba que transporta uma carta, etc.), passando pela representação de símbolos ligados a crenças religioso-pagãs, como seja a representação da estrela de Salomão (a estrela de cinco pontas) de duplo significado, ao mesmo tempo símbolo do homem e símbolo do diabo (besta), vista direita ou invertida respectivamente. Ela é ao mesmo tempo o símbolo utilizado pelo povo contra qualquer maldição ou feitiçaria.

Neste caso a defesa do amor encontrado contra qualquer maldição. Noutros lenços toda a decoração parte dum canto do lenço e é a partir daí que se desenvolve. Em todos porém o tema do amor está presente quer através da representação de corações quer mesmo através da palavra amor neles bordada.

Claro que é para ti...

Foi a Rainha D. Teresa quem, a 4 de Março de 1125, outorgou carta de foral à vila de Ponte de Lima, referindo-se à mesma como Terra de Ponte. Anos mais tarde, já no século XIV, D. Pedro I, atendendo à posição geo-estratégica de Ponte de Lima, mandou muralhá-la, pelo que o resultado final foi o de um burgo medieval cercado de muralhas e nove torres, das quais ainda restam duas, vários vestígios das restantes e de toda a estrutura defensiva de então, fazendo-se o acesso à vila através de seis portas.

A ponte, adquiriu sempre uma importância de grande significado em todo o Alto Minho, atendendo a ser a única passagem segura do Rio Lima, em toda a sua extensão, até aos finais da Idade Média. A primitiva foi construída pelos romanos, da qual ainda resta um troço significativo na margem direita do Lima, sendo a medieval um marco notável da arquitectura, havendo muito poucos exemplos que se lhe comparem na altivez, beleza e equilíbrio do seu todo. Referência obrigatória em roteiros, guias e mapas, muitos deles antigos, que descrevem a passagem por ela de milhares de peregrinos que demandavam a Santiago de Compostela e que ainda nos dias de hoje a transpõem com a mesma finalidade.

A partir do século XVIII a expansão urbana surge e com ela o início da destruição da muralha que abraçava a vila. Começa a prosperar, por todo o concelho de Ponte de Lima, a opulência das casas senhoriais que a nobreza da época se encarregou de disseminar. Ao longo dos tempos, Ponte de Lima foi, assim, somando à sua beleza natural magníficas fachadas góticas, maneiristas, barrocas, neoclássicas e oitocentistas.

Ponte Lima

Monumento às Feiras Novas e ao Folclore, de Salvador Vieira

Largo de Camões

Igreja de Santo António da Torre Velha

A história desta vila de Ponte da Barca prende-se com o atravessamento do rio Lima, tendo sido primeiro denominada de Barca, porque o atravessamento era feito na época somente por uma barca, e passado posteriormente para Ponte da Barca, aquando da construção da sua primeira ponte, provavelmente, em meados do século XIV.
Com a construção da ponte, a localidade reforça a sua importância no domínio comercial, constituindo um forte ponto de passagem, centro e eixo regional na direcção do litoral.
O Património monumental do concelho é igualmente de grande riqueza. Em Ponte da Barca, a ponte ocupa lugar de relevo por se tratar de uma das mais importantes pontes medievais do país, da primeira metade do século XV.

Ponte da Barca

Ponte da Barca

Uma pequena aventura de kaiak no Rio Lima em Ponte da Barca

Barragem do Alto-Lindoso

Espigueiros no Lindoso

Esta eira é composta por 50 espigueiros dos séc. XVII e XVIII. Situa-se junto ao Castelo de Lindoso e apresenta um aglomerado único no país e de rara beleza. Inteiramente de pedra, cada exemplar apoia-se em vários pilares curtos, assentes na rocha e encimados por mós ou mesas. Sobre eles, repousa o espigueiro que tem uma cobertura de duas lajes de granito unidas num ângulo obtuso, ornamentado nos vértices com cruzes protectoras, que também servem para arejar o espigueiro.

Albufeira da Caniçada

Mosteiro de São Torcato

São Torcato, situada na margem esquerda do Rio de Selho, a cerca de 5 km de Guimarães, é uma vila predominantemente rural detentora de um património natural e cultural que a tornam um dos potenciais turísticos do concelho.

O santo que dá nome à vila, São Torcato, foi um dos primeiros evangelizadores da Península Ibérica no século VIII.  Segundo reza a tradição, após martirizado, foi encontrado nesta vila num local onde hoje se ergue a capela da Fonte do Santo.

O Santuário de S. Torcato situa-se no vale central da freguesia, desenvolvendo-se à sua volta todo o edificado da povoação. O templo de estilo híbrido, com elementos clássicos, góticos, renascentista e românticos, é todo construído em cantaria de pedra de granito da região. O gosto ecléctico, surge dentro do contexto da época, com predomínio de elementos decorativos neo-românicos.

A Maratona terminou em Guimarães mas como espero lá voltar para ver e desfrutar melhor vou guardar para um futuro post.

Mais uma vez adorei a companhia…obrigado!

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Portugal

Posted in Notícias by Artemisa on 15 de Junho de 2010

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Ilhas Selvagens

Posted in Escola, Notícias by Artemisa on 13 de Junho de 2010

Habitadas apenas pelos guardas do Parque Natural da Madeira, as Ilhas Selvagens são talvez a parte do território nacional mais desconhecida para os portugueses. Embora a sua superfície seja bem conhecida e documentada, são as suas águas que requerem agora a atenção dos cientistas e estudiosos portugueses que através da Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental (EMEPC), grupo técnico-científico do Ministério da Defesa Nacional, está a desenvolver uma investigação que irá centrar-se em três vertentes: mar, linha de costa e terra, tendo por objectivo inventariar a fauna, a flora e os habitats marinhos entre os dois mil metros de profundidade e os 70 metros acima do nível do mar, a altitude da Selvagem Grande. Para tal, a missão conta com os navios Almirante Gago Coutinho, Creoula e Vera Cruz (este é uma réplica das caravelas usadas nos Descobrimentos). Participa ainda o robô submarino Luso, operado à distância do Almirante Gago Coutinho, por um cabo.

A expedição marca ainda o arranque do programa Professores a Bordo, da EMEPC, que é inédito em Portugal: embarcadas no Creoula, duas professoras de Biologia e de Geologia do ensino secundário e outras duas destacadas nos centros Ciência Viva de Estremoz e Lagos vão participar na ciência feita numa campanha oceanográfica.

Para quem procura mais informação sobre este arquipélago, deixo algumas sugestões:

Blog Ilhas Selvagens

MadeiraNature

Reserva Natural das Ilhas Selvagens

Fonte: Instituto Hidrográfico Português

Fonte: NASA

Fonte: NASA

25 Anos de Europa

Posted in Notícias by Artemisa on 12 de Junho de 2010

No dia 12 de Junho de 1985, na cerimónia da assinatura da Acta Final da adesão de Portugal (e Espanha) à Comunidade Económica Europeia, realizada no Mosteiro dos Jerónimos, o primeiro ministro, Mário Soares, afirmou que a adesão à CEE representava para Portugal “uma opção fundamental para um futuro de progresso e de modernidade”. Esta opção apresentava-se-lhe como a consequência natural dos processos de descolonização e de democratização permitidos pela Revolução de 25 de Abril de 1974. No mesmo dia, o presidente da República, Ramalho Eanes, considerou que a integração comportava “factores de insegurança e risco” mas, simultaneamente, “era uma oportunidade de mudança”. Estas interpretações do significado da adesão traduziam não só o ponto de vista da maior parte da classe política do momento, mas também o da maioria da população que os mais críticos, ausentes da cerimónia do Mosteiro dos Jerónimos, afirmavam ser desconhecedora ou estar alheada do moroso processo de negociação – iniciado oito anos antes – e das suas consequências. O mesmo, então Presidente da República, Ramalho Eanes disse hoje que “esta Europa é um nada“, que a União é “meramente económica“.

Portugal encontra-se mergulhada numa profunda crise económica e social e pergunto-me se era este o “sonho europeu“. Com certeza que não, mas sempre, a partir do momento em que tive a capacidade de me consciencializar para as suas implicações, que fui uma europeísta convicta e assim contínuo, pois acredito que sós não sobreviveríamos e que a união faz a força.

Acredito que cabe a cada um de nós fazer melhor, dar mais e não ficarmos impávidos e serenos à espera que a situação se resolva por si, apenas criticando, sem muitas vezes o fazermos de forma inteligente. Os nossos governantes são eleitos por nós, portanto são tão responsáveis como nós que os elegemos.

Viva Portugal na Europa!

Urbanização e a “Litoralização”

Posted in Escola, Notícias by Artemisa on 24 de Maio de 2010

“Um lugar à janela de um avião pode fazer mais pelo conhecimento do ordenamento do território do que por perder o medo de voar. Mas, noutras latitudes, a forma arrumada das cidades não tem apenas um valor paisagístico – serve também um urbanismo sustentável, conceito que, segundo algumas opiniões, ainda está longe da realidade portuguesa. Um dos problemas é a insistente migração do interior para o litoral.

São dois fenómenos distintos, mas que concorrem para que, no futuro, o país possa ser olhado com duas extensas faixas urbanizadas viradas ao mar: uma de Lisboa à Galiza e outra de Sagres a Vila Real de Santo António. Como nota Vasco Mantas, colaborador do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Universidade de Coimbra, a litoralização do país teve o seu grande impulso na época romana. “Criou-se uma dinâmica que vai ser difícil de contrariar”, constata. A principal desvantagem reside nos custos com a desertificação nos municípios do interior, “que têm de assegurar a manutenção de um conjunto de actividades e serviços caros para servir uma população reduzida”.

O Algarve, por exemplo, “está perdido”, sentencia o historiador, para quem o litoral alentejano ainda pode ser devidamente aproveitado, desde que sem a criação de “uma Saint-Tropez de quarta categoria, que induz um tipo de turismo em que não vale a pena apostar”. No entanto, não se mostra nada optimista com as consequências de ocupação do litoral “de Lisboa até à Corunha”.

Duas realidades

Segundo o panorama actual, grosso modo, 70 por cento da população habita ao longo da costa ocidental e apenas 30 por cento vive no interior, ao longo da fronteira com Espanha. O projecto Duas Linhas, dos arquitectos Pedro Campos Costa e Nuno Louro, registou os ritmos e paisagens destes dois lados do país, através de uma recolha fotográfica levada a cabo em duas linhas paralelas traçadas de norte a sul. O livro (com a colaboração analítica de Mário Alves, Álvaro Domingues, João Nunes, Samuel Rego e João Seixas), a par de uma exposição (que se quer itinerante), confirmou tendências, mas mostrou os riscos das generalizações. “Nem sempre a costa é mais densa e o interior menos ocupado”, comenta ao Cidades Pedro Campos Costa, acrescentando que o maior problema reside na dispersão urbanística, pois é mais rentável construir na periferia das cidades do que reabilitar nos perímetros urbanos.

O arquitecto usa a sangria de habitantes em Lisboa – à razão de 100 mil pessoas por cada década – para defender uma alteração da política imobiliária, que permita atrair de novo população para o centro da cidade, com evidentes ganhos sociais. Até porque, salienta, “existe uma consciencialização cada vez maior para os problemas económicos, ambientais e arquitectónicos” decorrentes da dispersão urbana.

Faltam cidades médias

O geógrafo Jorge Gaspar refere dois exemplos de construção contida que devem ser acompanhados: a Quinta do Conde, na margem sul do Tejo, e o Parque das Nações, na frente ribeirinha da zona oriental de Lisboa. “O Parque das Nações foi um bocado mais caro”, aproveita para ironizar o especialista do Centro de Estudos Geográficos da Universidade de Lisboa, que esta semana proferiu uma conferência intitulada Geografia e Ordenamento do Território: Desafios e Respostas. A diferença do custo entre uma e outra urbanização traduz-se, também, na necessidade de dotar o núcleo urbano do concelho de Sesimbra de equipamentos.

A dispersão urbanística, explica Jorge Gaspar, tem diversas facetas e origens. Trata-se de um fenómeno que resulta de “uma alteração nos estilos de vida e de urbanização das pessoas”. Está associado mais recentemente a uma natureza especulativa, onde o direito de propriedade se sobrepõe à aptidão dos terrenos, mas também desde tempos mais recuados à necessidade de assegurar habitação para uma mão-de-obra industrial ou agrícola (esta mais sazonal) de determinada região. Foi assim na margem sul do Tejo, como ao longo da Linha de Sintra, para alimentar o sector dos serviços na capital. Seja como for, em ambos os casos, os custos decorrentes deste consumo desregrado de solos não se resume apenas ao desbaratar de áreas que poderiam servir para outros fins mas também ao aumento nos gastos com infra-estruturação.

Um cenário que Jorge Gaspar não se coíbe de classificar como “desastroso em todo o Algarve”. Embora seja crítico da dispersão urbanística na região algarvia e censure a aposta num desenvolvimento predador de recursos naturais, não lamenta uma maior ocupação da faixa litoral: “A desconsolação é ter um país que está litoralizado, mas que não aproveita nada do mar”. Natural, para o geógrafo, será que se retire partido do litoral, para a circulação e o comércio. Ao mesmo tempo que se devem assegurar cidades de média dimensão que proporcionem consistência económica e social ao interior.

Analisar a envolvente

A Escola de Arquitectura da Universidade do Minho, em Guimarães, tem vindo a estudar a situação crítica da realidade envolvente. Segundo Vincenzo Riso, professor auxiliar, o vale do Ave sempre se caracterizou por ser uma zona agrícola fértil, mas alcançou “um original desenvolvimento industrial”, através da instalação de unidades têxteis junto aos cursos de água. “Deste modo, ao longo do tempo, as actividades agrícolas, os núcleos habitacionais e as fábricas desenvolveram entre si estreitas ligações”, esclarece o arquitecto, adiantando que o crescimento económico das últimas décadas originou um “conjunto de infinitos fragmentos rurais e urbanos”.

O investigador admite que, “além da indispensável atenção para zonas específicas a salvaguardar”, deve ser colocada especial atenção nos “valores funcionais, sociais e estéticos do território no seu conjunto”. E acrescenta: “Para além das questões estéticas e sociais (a paisagem como valor social), em termos económicos a dispersão das construções viabiliza actividades flexíveis e de pequena dimensão, mas implica uma grande extensão das redes infra-estruturais, cujos custos acrescentados acabam por incidir sobre a colectividade”.

A escola de arquitectura promove, na próxima terça-feira (18h), um debate em redor do projecto Duas Linhas, com a presença de Pedro Campos Costa e Nuno Louro. Uma oportunidade para se analisar, como sublinha Vincenzo Riso, o quanto “o território é um bem limitado e não renovável e, no longo prazo, a urbanização difusa vai acabar por tornar-se insustentável”. Há forma de travar esta tendência? “Acima de tudo, trata-se de um problema cultural, que também envolve modelos de desenvolvimento económico; talvez não seja por acaso que todos os países da Europa do Sul sofrem deste tipo de problema, muito mais do que os da Europa do Norte”, vinca o professor da Universidade do Minho.

Prevenir os riscos

Se a receita para o desordenamento passa pela contenção urbanística, a concentração no litoral não merece crítica de João Alveirinho Dias, especialista em dinâmica costeira, desde que “a construção respeite o funcionamento natural dos sistemas”. Para este investigador, não há problema no aproveitamento da longa faixa de costa do país e “a única restrição que existe é fundamentalmente não se dever construir em zonas de risco”. Junto ao litoral, explica, “há várias zonas que são muito dinâmicas e, por isso, aí não devia haver qualquer construção”.

O mesmo especialista, ligado à Universidade do Algarve, destaca a ria Formosa como uma das zonas no Sul do país onde a situação “é extremamente problemática”, devido às ameaças que as pressões imobiliária e turística colocam à preservação da frágil língua de areia que separa a ria do mar. “O turismo de massas é muito predatório dos ecossistemas”, alerta. A norte, o cordão dunar da lagoa de Aveiro também deve ser preservado de edificações.

Ria Formosa

Ria de Aveiro

Os cuidados devem ser estendidos às zonas de costa escarpada. “As arribas estão a evoluir e a recuar. Se construirmos no topo da arriba estamos a arranjar problemas para o futuro”, avisa Alveirinho Dias, que reafirma não temer a litoralização se não se fizer através de uma ocupação desregrada, como aconteceu no Algarve. Caso contrário, para utilização apenas sazonal, “estaremos a fazer cidades-fantasma”.”

Por Luís Filipe Sebastião, Público de 23/Maio/2010