GRÃO DE AREIA

Partida e Despedida

Posted in Pessoal by Artemisa on 25 de Agosto de 2010

Porque é que as despedidas são sempre tão difíceis?

Hoje despedi-me de quem mais quero, um “até ao Natal, vá passa depressa, daqui a pouco já lá estamos”…

Mas os dias continuam a ter as mesmas 24 horas, as horas os mesmos 60 minutos e os minutos os mesmos 60 segundos!

Queremos sempre estar perto de quem amamos porque lhes podemos valer se algo acontecer, porque nos sentimos mais protegidos, porque sabemos que nem sempre contam, contamos tudo… a distância traz a preocupação, às vezes à toa, outras nem por isso!

Quem está longe, ainda que no seu país, é sentimentalmente emigrante pois a hora da partida é marcada pelo pensamento de quando se irá regressar e hoje foi esse o meu pensamento…

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“Criancinhas”

Posted in Escola, Notícias by Artemisa on 21 de Julho de 2010

“A criancinha quer Playstation. A gente dá.

A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.

A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.

A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.

A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.

A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.

A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.

Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.

Desperta.

É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.

A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.

A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.

A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».

Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal.

Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».

A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».

Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos.”

Artigo publicado na Devida Comédia por Miguel Carvalho, Revista Visão Online a 01/03/2007

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Dia Mundial da Criança

Posted in Notícias by Artemisa on 1 de Junho de 2010

“O melhor do mundo são as crianças” Fernando Pessoa


Declaração dos Direitos da Criança

Adoptada pela Assembleia das Nações Unidas de 20 de Novembro de 1959

PREÂMBULO

Considerando que os povos da Nações Unidas, na Carta, reafirmaram sua fé nos direitos humanos fundamentais, na dignidade e no valor do ser humano, e resolveram promover o progresso social e melhores condições de vida dentro de uma liberdade mais ampla,

Considerando que as Nações Unidas, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, proclamaram que todo homem tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades nela estabelecidos, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição,

Considerando que a criança, em decorrência de sua imaturidade física e mental, precisa de protecção e cuidados especiais, inclusive protecção legal apropriada, antes e depois do nascimento,

Considerando que a necessidade de tal protecção foi enunciada na Declaração dos Direitos da Criança em Genebra, de 1924, e reconhecida na Declaração Universal dos Direitos Humanos e nos estatutos das agências especializadas e organizações internacionais interessadas no bem-estar da criança,

Considerando que a humanidade deve à criança o melhor de seus esforços,

A ASSEMBLEIA GERAL

PROCLAMA esta Declaração dos Direitos da Criança, visando que a criança tenha uma infância feliz e possa gozar, em seu próprio benefício e no da sociedade, os direitos e as liberdades aqui enunciados e apela a que os pais, os homens e as melhores em sua qualidade de indivíduos, e as organizações voluntárias, as autoridades locais e os Governos nacionais reconheçam este direitos e se empenhem pela sua observância mediante medidas legislativas e de outra natureza, progressivamente instituídas, de conformidade com os seguintes princípios:

PRINCÍPIO 1º

A criança gozará todos os direitos enunciados nesta Declaração. Todas as crianças, absolutamente sem qualquer excepção, serão credoras destes direitos, sem distinção ou discriminação por motivo de de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra condição, quer sua ou de sua família.

PRINCÍPIO 2º

A criança gozará protecção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidade e facilidades, por lei e por outros meios, a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade. Na instituição das leis visando este objectivo levar-se-ão em conta sobretudo, os melhores interesses da criança.

PRINCÍPIO 3º

Desde o nascimento, toda criança terá direito a um nome e a uma nacionalidade.

PRINCÍPIO 4º

A criança gozará os benefícios da previdência social. Terá direito a crescer e criar-se com saúde; para isto, tanto à criança como à mãe, serão proporcionados cuidados e protecção especiais, inclusive adequados cuidados pré e pós-natais. A criança terá direito a alimentação, recreação e assistência médica adequadas.

PRINCÍPIO 5º

À criança incapacitada física, mental ou socialmente serão proporcionados o tratamento, a educação e os cuidados especiais exigidos pela sua condição peculiar.

PRINCÍPIO 6º

Para o desenvolvimento completo e harmonioso de sua personalidade, a criança precisa de amor e compreensão. Criar-se-à, sempre que possível, aos cuidados e sob a responsabilidade dos pais e, em qualquer hipótese, num ambiente de afecto e de segurança moral e material, salvo circunstâncias excepcionais, a criança da tenra idade não será apartada da mãe. À sociedade e às autoridades públicas caberá a obrigação de propiciar cuidados especiais às crianças sem família e aquelas que carecem de meios adequados de subsistência. É desejável a prestação de ajuda oficial e de outra natureza em prol da manutenção dos filhos de famílias numerosas.

PRINCÍPIO 7º

A criança terá direito a receber educação, que será gratuita e compulsória pelo menos no grau primário.

Ser-lhe-á propiciada uma educação capaz de promover a sua cultura geral e capacitá-la a, em condições de iguais oportunidades, desenvolver as suas aptidões, sua capacidade de emitir juízo e seu senso de responsabilidade moral e social, e a tornar-se um membro útil da sociedade.

Os melhores interesses da criança serão a directriz a nortear os responsáveis pela sua educação e orientação; esta responsabilidade cabe, em primeiro lugar, aos pais.

A criança terá ampla oportunidade para brincar e divertir-se, visando os propósitos mesmos da sua educação; a sociedade e as autoridades públicas empenhar-se-ão em promover o gozo deste direito.

PRINCÍPIO 8º

A criança figurará, em quaisquer circunstâncias, entre os primeiros a receber protecção e socorro.

PRINCÍPIO 9º

A criança gozará protecção contra quaisquer formas de negligência, crueldade e exploração. Não será jamais objeto de tráfico, sob qualquer forma.

Não será permitido à criança empregar-se antes da idade mínima conveniente; de nenhuma forma será levada a ou ser-lhe-á permitido empenhar-se em qualquer ocupação ou emprego que lhe prejudique a saúde ou a educação ou que interfira em seu desenvolvimento físico, mental ou moral.

PRINCÍPIO 10º

A criança gozará proteção contra atos que possam suscitar discriminação racial, religiosa ou de qualquer outra natureza. Criar-se-á num ambiente de compreensão, de tolerância, de amizade entre os povos, de paz e de fraternidade universal e em plena consciência que seu esforço e aptidão devem ser postos a serviço de seus semelhantes.

***

Por outro lado, a Convenção sobre os Direitos da Criança foi adoptada pela Assembleia Geral nas Nações Unidas em 20 de Novembro de 1989, 30 anos depois de terem sido definidos os princípios fundamentais e ratificada por Portugal em 21 de Setembro de 1990.

Para ler na íntegra, clique aqui.

À Minha Mãe

Posted in Pessoal by Artemisa on 2 de Maio de 2010

Hoje também estou longe minha mãe e não posso dar pessoalmente o beijo e o abraço apertado que gostava de dar…

Um dia, se for mãe, quero sê-lo como o foste e és…mas não sei se vou conseguir!

O beijo e o abraço apertado vão ficar em palavras.

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Indisciplina na Escola

Posted in Escola, Notícias by Artemisa on 2 de Maio de 2010

Luís Picado, especialista em Psicologia da Educação e coordenador do Instituto Superior de Ciências Educativas, no seu ensaio intitulado “A Indisciplina em Sala de Aula: Uma Abordagem Comportamental e Cognitiva”, diz que “está nas mãos dos professores e da escola acabar com os casos de indisciplina pois ambos são responsáveis por boa parte dos maus comportamentos que os alunos têm dentro da sala de aula.

Defende que muitos dos problemas têm por base a incapacidade da classe docente de encontrar novos modelos de convivência escolar: “Os professores são os responsáveis pelos problemas de indisciplina em sala de aula, mas não são os culpados por todas as situações de indisciplina em sala de aula. Pode parecer uma imagem demasiado forte, mas não me importo de a usar se isso contribuir para alertar para este fenómeno”.

Muitas das dificuldades que surgem na sala de aula relacionam-se directamente com a autoridade do professor e com a relação que mantém com o aluno. No estudo, Luís Picado alerta para o facto de boa parte dos conflitos resultar da incapacidade que o professor tem de ouvir os pontos de vista dos seus alunos. Definir um conceito de indisciplina que seja comum para todos os docentes é outro embaraço que propicia um terreno fértil para comportamentos problemáticos dos alunos. É essa falta de coerência, diz o psicólogo, que leva as crianças e os adolescentes a testarem diferentes comportamentos em cada sala de aula para ver os que são ou não tolerados.

Tudo isso acaba por ser uma consequência dos tempos que correm. As relações na escola tornaram-se mais conflituosas e os professores não souberam adaptar-se às novas realidades: “Refiro–me a novas exigências, como a alteração constante de saberes e metodologias, a perda de valores de referência, as mudanças nas estruturas familiares, a massificação do ensino ou a multiculturalidade e a exigência de inclusão.” A sobrecarga de trabalho, a desvalorização social do estatuto do professor ou as características pessoais são algumas das razões que explicam igualmente o comportamento dos alunos e até a noção que as crianças têm hoje da figura do professor.

A própria organização e as práticas das escolas são determinantes para o sucesso ou insucesso no combate à indisciplina, esclarece o psicólogo: “Currículos considerados pelos alunos pouco importantes para as suas vidas, horários desajustados, deficientes condições das salas, mau planeamento das aulas, marcam todo o processo de ensino e são responsáveis por problemas comportamentais.” Os professores não estão preparados para gerir esses conflitos. “Os cursos de formação deveriam ensinar os futuros docentes a serem professores, explicando como funcionam as escolas, ajudando a compreender o que é a infância e a adolescência, ensinando a falar para a turma ou para um aluno em particular, a resolver conflitos e a pensar soluções.”

Para muitos docentes este ensaio é um incómodo surgindo e alertam para as condicionantes da profissão. “É preciso ver que cada professor chega a ter quatro e cinco turmas e é muito difícil estabelecer uma relação individual com cada um deles”, avisa Paulo Guinote, autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”. Lidar com os casos de indisciplina depende sobretudo das características individuais dos professores: “Nem todos têm capacidade de liderança”, esclarece o professor do ensino básico, acrescentando que as condições físicas são determinantes: “Muitas vezes é só uma questão de tom de voz, de carisma. Às vezes basta ser mulher para se ter dificuldade em mediar os conflitos entre alunos”.

António Couto dos Santos, ex-ministro da Educação no governo de Cavaco Silva, aponta outros factores que contribuem para a indisciplina na escola: “A primeira razão são os pais que se demitem do seu papel, estando os professores pressionados a colmatar essa lacuna.” As políticas e a organização escolar são outros aspectos que facilitam os maus comportamentos dos alunos: “Os professores são confrontados com dezenas de circulares contendo orientações contraditórias que tanto chegam do ministério como das direcções regionais ou da própria escola e isso faz com que se sintam completamente perdidos”.

Para quem estiver interessado ler o estudo por inteiro, deixo aqui o link.

A Indisciplina em Sala de Aula: Uma Abordagem Comportamental e Cognitiva

A indisciplina nas escolas é um tema frequente da qual quase todos falam e sobre o qual quase todos têm a sua opinião e palpite. Deixo aqui outra perspectiva dada no programa da Sic Notícias, Plano Inclinado do dia 24/04/2010, com Nuno Crato, Medina Carreira e Paulo Guinote.

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Educação Sexual em Meio Escolar

Posted in Escola, Notícias by Artemisa on 10 de Abril de 2010

Foi publicada em Diário da República (DR), esta sexta-feira, 9 de Abril, a Portaria n.º 196-A/2010, dos Ministérios da Saúde e da Educação, que regulamenta a Lei n.º 60/2009, de 6 de Agosto, que estabelece o regime de aplicação da educação sexual em meio escolar.

Para a prossecução das finalidades da educação sexual, esta é aplicada nos ensinos básico e secundário, no âmbito da educação para a saúde. No ensino profissional,integra-se igualmente na área da educação para a saúde, sendo atribuída ao director de escola a competência para, em concertação com o professor coordenador da área da educação para a saúde e os directores de turma, definir quais os temas que devem ser abordados nas áreas curriculares disciplinares.

Os termos em que se concretiza a inclusão da educação sexual nos projectos educativos dos agrupamentos de escolas e das escolas não agrupadas são definidos pelo respectivo conselho pedagógico e dependem de parecer do conselho geral, no qual têm assento os professores da escola, representantes dos pais e, nos agrupamentos de escolas e escolas não agrupadas onde seja leccionado o ensino secundário, representantes dos estudantes.

A carga horária dedicada à educação sexual é adaptada a cada nível de ensino e a cada turma, não podendo ser inferior a seis horas para os 1.º e 2.º ciclos do ensino básico, nem inferior a doze horas para o 3.º ciclo do ensino básico e secundário, distribuídas de forma equilibrada pelos diversos períodos do ano lectivo.

Cada agrupamento de escolas e escola não agrupada designa através do director de escola respectivo um professor coordenador da educação para a saúde, na qual se inclui a educação sexual. Deve ainda constituir uma equipa de educação para a saúde, na qual se inclui a educação sexual, coordenada pelo professor coordenador da educação para a saúde e educação sexual.

Os objectivos mínimos da área de educação sexual devem contemplar os seguintes conteúdos que podem ser abordados nas áreas disciplinares ou nas áreas curriculares não disciplinares.

1.º ciclo (1.º ao 4.º anos)

  • Noção de corpo;
  • O corpo em harmonia com a Natureza e o seu ambiente social e cultural;
  • Noção de família;
  • Diferenças entre rapazes e raparigas;
  • Protecção do corpo e noção dos limites, dizendo não às aproximações abusivas.

2.º ciclo (5.º e 6.º anos)

  • Puberdade – aspectos biológicos e emocionais;
  • O corpo em transformação;
  • Caracteres sexuais secundários;
  • Normalidade, importância e frequência das suas variantes biopsicológicas;
  • Diversidade e respeito;
  • Sexualidade e género;
  • Reprodução humana e crescimento; contracepção e planeamento familiar;
  • Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;
  • Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas;
  • Dimensão ética da sexualidade humana.

3.º ciclo (7.º ao 9.º anos)

  • Dimensão ética da sexualidade humana;
  • Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que integre valores (por exemplo: afectos, ternura, crescimento e maturidade emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, abstinência voluntária) e uma dimensão ética;
  • Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana;
  • Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório;
  • Compreensão do uso e acessibilidade dos métodos contraceptivos e, sumariamente, dos seus mecanismos de acção e tolerância (efeitos secundários);
  • Compreensão da epidemiologia das principais de infecções de transmissão sexual (IST) em Portugal e no mundo (incluindo infecção por VIH/vírus da imunodeficiência humana – HPV2/vírus do papiloma humano – e suas consequências), bem como os métodos de prevenção. Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;
  • Conhecimento das taxas e tendências de maternidade e da paternidade na adolescência e compreensão do respectivo significado;
  • Conhecimento das taxas e tendências das interrupções voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;
  • Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável;
  • Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Ensino secundário

  • Compreensão ética da sexualidade humana;
  • Sempre que se entenda necessário, devem retomar-se temas previamente abordados;
  • Compreensão e determinação do ciclo menstrual em geral, com particular atenção à identificação, quando possível, do período ovulatório, em função das características dos ciclos menstruais;
  • Informação estatística, por exemplo sobre:
    • Idade de início das relações sexuais, em Portugal e na União Europeia;
    • Taxas de gravidez e aborto em Portugal;
  • Métodos contraceptivos disponíveis e utilizados; segurança proporcionada por diferentes métodos; motivos que impedem o uso de métodos adequados;
  • Consequências físicas, psicológicas e sociais da maternidade e da paternidade, da gravidez na adolescência e do aborto;
  • Doenças e infecções sexualmente transmissíveis (como infecção por VIH e HPV) e suas consequências;
  • Prevenção de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Aqui deixo a respectiva Lei e a Portaria que a regulamenta:

Lei n.º60/2009, de 6 de Agosto

Portaria n.º196-A/2010, de 9 de Abril

Uma Páscoa Diferente…

Posted in Pessoal by Artemisa on 7 de Abril de 2010

Com a visita dos pais à Pérola do Atlântico, a Páscoa este ano foi um pouco diferente do habitual, o cabrito assado foi substituído pela espetada regional, as visitas às tias e tios foi substituída pelo passeio pela ilha, a subida à Estrela pela descida ao mar!! Não foi por isso que foi menos bom, pois afinal o que faz a diferença são as pessoas e não os lugares.

Alguns dos lugares visitados

Santana

Eira do Serrado

Porto da Cruz

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