GRÃO DE AREIA

2010 – Ano Internacional da Biodiversidade

Posted in Escola, Notícias by Artemisa on 9 de Abril de 2010

“Não pode existir propósito mais inspirador do que o de começar a idade da restauração, tecendo novamente a maravilhosa diversidade de vida que ainda nos rodeia.”

Edward O. Wilson, ‘The Diversity of Life’, 1992

A 20 de Dezembro de 2006, na 61ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas foi adoptada a Resolução 61/203 proclamando 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, designando o Secretariado da Convenção da Diversidade Biológica como ponto-focal do mesmo e convidando os Estados membros a constituírem comissões nacionais encarregues de organizar tal acontecimento e Portugal não foi excepção. A Comissão de Coordenação Interministerial da Convenção da Diversidade Biológica de que o ICNB (Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade), é ponto-focal, é a entidade responsável pelo processo relativo às comemorações em Portugal. Enquanto autoridade nacional para a conservação da natureza e da biodiversidade, o ICNB tem como atribuição assegurar, em cooperação com outras entidades competentes, o acompanhamento e a representação técnica internacional do Estado Português no plano comunitário e internacional em matéria e questões deste âmbito.

Para consultar o Programa Anual de Actividades e/ou desenvolver ou divulgar actividades no âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade em Portugal, clique aqui.

A Biodiversidade refere-se à variedade de vida no planeta Terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna, de fungos microscópicos e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, habitats e ecossistemas formados pelos organismos.

A Biodiversidade refere-se tanto ao número (riqueza) de diferentes categorias biológicas quanto à abundância relativa (equitabilidade) dessas categorias. E inclui variabilidade ao nível local (alfa diversidade), complementariedade biológica entre habitats (beta diversidade) e variabilidade entre paisagens (gama diversidade). Inclui, assim, a totalidade dos recursos vivos, ou biológicos, e dos recursos genéticos, e seus componentes.

Segundo a Agência Europeia do Ambiente “a biodiversidade engloba a variedade de genes, espécies e ecossistemas que constituem a vida no planeta”; para o Instituto de Conservação da Natureza a Biodiversidade  ou a Diversidade Biológica é” a variedade das formas de vida e dos processos que as relacionam, incluindo todos os organismos vivos, as diferenças genéticas entre eles e as comunidades e ecossistemas em que ocorrem”.

O termo diversidade biológica foi criado por Thomas Lovejoy em 1980, enquanto que a palavra Biodiversidade foi usada pela primeira vez pelo entomologista E. O. Wilson em 1986, num relatório apresentado ao primeiro Fórum Americano sobre a diversidade biológica, organizado pelo Conselho Nacional de Pesquisas dos EUA (National Research Council, NRC). A palavra “Biodiversidade” foi sugerida a Wilson pelo NRC, com o objectivo de substituir diversidade biológica, expressão considerada menos eficaz em termos de comunicação.

Perda de Biodiversidade

Actualmente, verifica-se uma perda constante da biodiversidade com profundas consequências para o mundo natural e o bem-estar humano. As principais causas são as alterações nos habitats naturais, resultantes dos sistemas intensivos de produção agrícola, da construção, da exploração de pedreiras, da sobrexploração das florestas, oceanos, rios, lagos e solos, da introdução de espécies alóctones invasivas, da poluição e, cada vez mais, das alterações climáticas globais. A Europa estabeleceu, em 2001, o objectivo de travar a perda de biodiversidade até ao final deste ano. Estudos da Agência Europeia do Ambiente mostravam, já em 2009, a improbabilidade do alcance desta meta.

Seguindo uma tendência mundial, em Portugal a primeira referência existente data de 1948, mencionando pela primeira vez a criação de Parques Naturais. No entanto, os verdadeiros alicerces para uma política de protecção da natureza só seriam criados pela Lei n.º 9/70, que atribuía ao Governo a responsabilidade da promoção e protecção da natureza: “defesa de áreas onde o meio natural deva ser reconstituído ou preservado contra a degradação provocada pelo homem”, e do “uso racional e a defesa de todos os recursos naturais em todo o território de modo a possibilitar a sua fruição pelas gerações futuras” (referência explícita ao desenvolvimento sustentável). Estes objectivos deveriam ser atingidos pela criação de Parques Nacionais e Reservas (figuras de protecção definidas em relação aos diferentes objectivos).
No seguimento desta política é criada, em 1971, a primeira Área Protegida – o Parque Nacional da Peneda-Gerês – o único com este estatuto existente até então no território nacional; só após 1974 as questões ligadas ao Ambiente e à Conservação da Natureza ganharam um novo impulso com a criação da Secretaria de Estado do Ambiente. Assim, através da publicação do Decreto-Lei n.º 613/76, definiu-se a classificação das Áreas Protegidas com a introdução do conceito de Parque Natural, que já existia em vários países europeus.
Outro momento muito importante para as Áreas Protegidas surgiu com a publicação da Lei n.º 11/87 – a Lei de Bases do Ambiente – que referia a importância da regulamentação e implementação de uma rede nacional de áreas protegidas, definindo os estatutos nacionais, regionais e locais que as mesmas deveriam ter, muito embora esta ideia só viesse a ser concretizada seis anos depois, com o Decreto-Lei n.º 19/93 que, finalmente, criou a Rede Nacional de Áreas Protegidas.

Áreas Protegidas

As Áreas Protegidas são insígnias da conservação da natureza e as preocupações que, desde há um quarto de século, não deixam de suscitar são, simultaneamente, motivo de reflexão e um incentivo à procura de novas soluções.
Criar uma Área Protegida é apenas o princípio de uma longa história que não deixará de reflectir a complexidade e as contradições em que este mundo é fértil, bem como o estreito relacionamento das coisas entre si e o de cada um e de cada grupo com os demais.

Os principais objectivos na gestão de uma área protegida são: Investigação científica; Protecção de zonas florestais; Preservação das espécies e da diversidade genética; Manutenção dos serviços ambientais; Protecção de características naturais e culturais específicas; Turismo e lazer; Educação; Utilização sustentável dos recursos derivados de ecossistemas naturais; Manutenção dos atributos culturais tradicionais.

Rede de Áreas Protegidas

Áreas Protegidas das Regiões Autónomas da Madeira e Açores

Parque Nacional – Área com ecossistemas pouco alterados pelo homem, amostras de regiões naturais características, paisagens naturais ou humanizadas, locais geomorfológicos ou habitats de espécies com interesse ecológico, científico e educacional. No território português a única Área Protegida que beneficia deste estatuto é o Parque Nacional da Peneda-Gerês criado em 1971.

Parque Nacional da Peneda-Gerês

Parque Natural – Área que se caracteriza por conter paisagens naturais, seminaturais e humanizadas, de interesse nacional, sendo exemplo de integração harmoniosa da actividade humana e da Natureza e que apresenta amostras de um bioma ou região natural. Em Portugal continental, existem actualmente treze Parques Naturais: Montesinho; Douro Internacional; Litoral Norte; Alvão; Serra da Estrela; Tejo Internacional; Serras de Aire e Candeeiros; São Mamede; Sintra-Cascais; Arrábida; Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina; Vale do Guadiana; e Ria Formosa. Os Parques Naturais da Serra da Estrela e da Arrábida foram criados em 1976, enquanto o do Litoral Norte data de 2005.

Parque Natural da Serra da Estrela

Reservas Naturais – Uma reserva natural é “uma área destinada à protecção da flora e da fauna”. As reservas integrais são zonas de protecção integral demarcadas no interior de Áreas Protegidas “destinadas a manter os processos naturais em estado imperturbável” enquanto as reservas marinhas constituem áreas demarcadas nas Áreas Protegidas que abrangem meio marinho destinadas a assegurar a biodiversidade marinha. Estão classificadas como reservas naturais as Dunas de São Jacinto, a Serra da Malcata, o Paul de Arzila, as Berlengas, o Paul do Boquilobo, o Estuário do Tejo, o Estuário do Sado, as Lagoas de Santo André e da Sancha e o Sapal de Castro Marim e Vila Real de Santo António.

Reserva Natural das Ilhas Selvagens

Reserva Natural das Ilhas Desertas

Paisagens Protegidas – Segundo o Decreto-Lei 613/76 de 27 de Julho, Paisagem Protegida (PP) “corresponde ao que por vezes se tem designado por reserva de paisagem; com efeito, propõe-se salvaguardar áreas rurais ou urbanas onde subsistem aspectos característicos na cultura e hábitos dos povos, bem como nas construções e na concepção dos espaços, promovendo-se a continuação de determinadas actividades (agricultura, pastoreio, artesanato, etc.), apoiadas num recreio controlado e orientado para a promoção social, cultural e económica das populações residentes e em que estas participam activa e conscientemente”. As PP classificadas ao abrigo deste Decreto, caso da Serra do Açor e da Arriba Fóssil da Costa da Caparica, são de âmbito nacional e geridas pelo ICN.Segundo o Decreto-Lei nº 19/93 de 23 de Janeiro, a Paisagem Protegida passa a ter interesse regional ou local e corresponde a “uma área com paisagens naturais, semi-naturais e humanizadas, de interesse regional ou local, resultantes da interacção harmoniosa do homem e da Natureza que evidencia grande valor estético ou natural”. São exemplos as PP de Corno do Bico, da Serra de Montejunto, das Lagoas de Bertiandos e São Pedro de Arcos e da Albufeira do Azibo, todas com gestão municipal.

Paisagem Protegida de Corno do Bico

Monumento Natural – Um Monumento Natural é “uma ocorrência natural contendo um ou mais aspectos que, pela sua singularidade, raridade ou representatividade em termos ecológicos, estéticos, científicos e culturais, exigem a sua conservação e a manutenção da sua integridade”. Os Monumentos Naturais actualmente classificados são: Ourém/Torres Novas (integrado no Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros); Carenque; Cabo Mondego; Pedreira do Avelino; Pedra da Mua e Lagosteiros (os dois últimos integrados no Parque Natural da Arrábida). Recentemente, através do  Decreto Regulamentar n.º 7/2009. D.R. n.º 97, Série I de 2009-05-20, foi classificado  o Monumento Natural das Portas de Ródão.

Monumento Natural Portas do Ródão

Monumento Natural Portas do Ródão

Rede Natura 2000

A Rede Natura 2000 é outro instrumento de conservação da natureza e é uma rede ecológica para o espaço Comunitário da União Europeia resultante da aplicação das Directivas nº 79/409/CEE (Directiva Comunitária Aves) e     nº 92/43/CEE (Directiva Comuniária Habitats) e tem por ”objectivo contribuir para assegurar a biodiversidade através da conservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens no território europeu dos Estados-membros em que o Tratado é aplicável”. Em Portugal o Decreto-Lei n.º 49/2005 de 24 de Fevereiro faz a Transposição para o ordenamento jurídico Português das Directivas – Aves – e – Habitats. Esta rede é formada por:

Rede Natura 2000 Zonas Especiais de Protecção, estabelecidas ao abrigo da Directiva Aves, que se destinam essencialmente a garantir a conservação das espécies de aves, e seus habitats e das espécies de aves migratórias cuja ocorrência seja regular.

Rede Natura 2000 Sítios de Interesse Comunitário, criadas ao abrigo da Directiva Habitats, com o objectivo expresso de “contribuir para assegurar a Biodiversidade, através da conservação dos habitats naturais  e dos habitats de espécies da flora e da fauna selvagens, considerados ameaçados no espaço da União Europeia”.

No caso português, a Rede Natura 2000 ocupa cerca de 20% do território continental, valor que é bastante superior ao da Rede Nacional de Áreas Protegidas, 8%, mas que ainda pode ser considerado insuficiente para a correcta manutenção da biodiversidade e conservação de habitats.
No caso do Continente, esta Rede inclui 59 sítios, em muitos casos com sobreposição das duas categorias. As áreas húmidas são alvo de particulares atenções, nomeadamente estuários de rios – Minho, Coura e Sabor – e faixa litoral; incluídas em grande extensão na Rede Natura 2000. Também são merecedoras de destaque algumas áreas de montanha como a Serra de Arga, Monchique e Lousã.

Na Madeira existem 16 áreas pertencentes à Rede Natura 2000, que ocupam praticamente 80% do território do Arquipélago. Ao contrário do que acontece nas Áreas Protegidas, Porto Santo está representado com duas áreas com mais de 370ha, consideradas como Sítios de Interesse Comunitário – Ilhéus de Porto Santo e Pico Branco. As Ilhas Desertas e os seus mais de 11 000ha reforçam ainda o seu papel vital na conservação da natureza.
Nos Açores, as 38 áreas pertencentes à Rede Natura 2000 distribuem-se por todas as ilhas, ocupando 16% da área do arquipélago. Em termos de objectivos visam salvaguardar não só uma significativa parte da faixa litoral, como também áreas mais elevadas, mais acidentadas e, por isso mesmo, determinantes para a conservação de habitats específicos.

Rede Natura 2000 Zonas Especiais de Protecção Rede Natura 2000 Sítios de Interesse Comunitário
Rede Natura 2000 Zonas Especiais de Protecção das Regiões Autónomas da Madeira e Açores
Rede Natura 2000 Sítios de Interesse Comunitário das Regiões Autónomas da Madeira e Açores

Face à acelerada degradação dos recursos naturais a que actualmente se assiste, a criação e preservação de áreas protegidas onde se deve incluir a Rede Natura 2000 é não só o método mais expedito para a salvaguarda dos valores naturais, mas também a estratégia mais importante para a execução de uma política de conservação da natureza. Para isso, é fundamental definir critérios claros de gestão e ordenamento para estas áreas, bem como dotá-las de meios financeiros e humanos que permitam a real implementação de políticas de conservação da natureza, integradas numa filosofia de desenvolvimento sustentável, sem o qual não será possível manter o património natural existente.

Life+

O Programa Life+ procura contribuir para a aplicação, a actualização e o desenvolvimento da política e da legislação ambientais da comunidade, incluindo a integração do ambiente noutras políticas, contribuindo para o desenvolvimento sustentável.

O programa Life é desde 1992 o principal instrumento financeiro da UE para o ambiente.
Os projectos financiados pelo Life+ devem satisfazer critérios gerais:
– Serem de interesse comunitário e contribuirem para os objectivos Life;
– Serem apresentados por participantes fiáveis do ponto de vista financeiro e técnico;
– Serem exequíveis em termos técnicos, de calendário, de orçamento e de relação custos-benefícios.
O Life é composto por três vertentes temáticas:

  • Life-Natureza

O objectivo desta vertente é contribiur para a aplicação da directiva comunitária relativa à preservação das aves selvagens e da directiva relativa à preservação dos habitats naturais. São elegíveis para financiamento os projectos de protecção da natureza e as medidas de acompanhamento necessárias para a troca de experiências ou para a preparação , avaliação e acompanhamento de projectos.

  • Life-Ambiente

Procura contribuir para o desenvolvimento de técnicas e métodos inovadores, bem como para o desenvolvimento da política comunitária em matérias de ambiente. Os projectos neste âmbito devem ter em conta o plano de acção para tecnologias ambientais e reforçar a complementaridade entre o Life-ambiente e os programas nos domínios da investigação, dos fundos estruturais e do desenvolvimento rural.

  • Life-Países Terceiros

O objectivo desta vertente é contribuir para a criação das capacidades e das estruturas administrativas necessárias no sector do ambiente, assim como o desenvolvimento de políticas e programas de acção ambiental nos países ribeirinhos dos mares Mediterrâneo e Báltico. Os projectos devem: Apresentar interesse para a Comunidade; Favorecer o desenvolvimento sustentável; Descobrir soluções para problemas ambientais importantes.

A Perda de Biodiversidade em Portugal

“A perda de biodiversidade em Portugal é elevada, o que significa que um número cada vez maior de espécies se encontra em vias de extinção. As causas são várias: destruição dos habitats, perseguição humana, doenças ou o aparecimento de espécies invasoras.

Cerca de 42% das espécies de vertebrados estão ameaçadas e são os peixes de água doce e migradores que enfrentam as maiores dificuldades de sobrevivência. No nosso país, 19 espécies, 17 das quais aves, já foram extintas. Entre elas encontram-se o esturjão, o urso pardo e o falcão-da-rainha. A águia pesqueira está em perigo de desaparecer definitivamente porque só existe um macho no Sudeste alentejano. A cabra montês, por seu turno, reapareceu no Parque Nacional da Peneda-Gerês devido às medidas tomadas pela Galiza para o repovoamento da espécie e o esquilo, cuja situação há alguns anos atrás era preocupante, atingiu entretanto populações estáveis. 69% dos peixes, 38% das aves, 32% dos répteis, 19% dos anfíbios e 26% dos mamíferos estão em risco.

A destruição, a fragmentação ou a deterioração dos habitats são os factores que ameaçam a biodiversidade portuguesa e as estruturas edificadas pelo homem encontram-se na origem desta perda de território essencial para as espécies. Há, porém, outras ameaças que se têm mantido ao longo dos anos: a perseguição humana, as espécies invasoras, as doenças e os atropelamentos. O facto de existirem populações isoladas, também aumenta a sua probabilidade de extinção.”

Fonte: PÚBLICO, 19 de Abril de 2006

Ainda assim os grande maioria dos portuguesas não sabe o significado do termo “biodiversidade”.

“Segundo o Eurobarómetro, quando colocados perante várias respostas possíveis para o significado de «perda de biodiversidade», a maioria dos portugueses (44%) optaram pela resposta «Alguns animais e plantas estão a desaparecer/irão desaparecer», um ponto acima da média dos 27 Estados-membros (UE27 43%).

Apesar de se dizerem mal informados sobre a perda de biodiversidade (36,7% / UE27 37.3%), 72,6 por cento dos portugueses (EU 27 70.2%) «concordam absolutamente que travá-la é uma obrigação moral devido à responsabilidade que temos de cuidar da natureza» e 63,6 por cento «concordam absolutamente que a preservação da biodiversidade é essencial na luta contra as alterações climáticas (UE27 50,4%)».”

Fonte: Diário Digital/Lusa, 09 de Abril de 2010

Biodiversidade no Mundo

Biodiversidade no Mundo

Para quem estiver interessado e quiser ler um pouco mais sobre o assunto, deixo aqui alguns links:

http://www.cienciaviva.pt/home/ –  Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica

http://www.cnads.pt/ – Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável

http://www.igeo.pt/atlas/index1.html – Atlas de Portugal

http://www.portugalbiodiversidade.org/ – Comité Português para a Biodiversidade

http://portal.icnb.pt/ICNPortal/vPT2007/O+ICNB/Quem+Somos/ – Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade

http://www.bhl-europe.eu/ – Bibliotecas, sociedades científicas, especialistas, editores, autores e qualquer cidadão podem contribuir para esta biblioteca com documentos livres de direitos de autor.

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“Bom Senso…”

Posted in Pessoal by Artemisa on 8 de Abril de 2010

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Uma Páscoa Diferente…

Posted in Pessoal by Artemisa on 7 de Abril de 2010

Com a visita dos pais à Pérola do Atlântico, a Páscoa este ano foi um pouco diferente do habitual, o cabrito assado foi substituído pela espetada regional, as visitas às tias e tios foi substituída pelo passeio pela ilha, a subida à Estrela pela descida ao mar!! Não foi por isso que foi menos bom, pois afinal o que faz a diferença são as pessoas e não os lugares.

Alguns dos lugares visitados

Santana

Eira do Serrado

Porto da Cruz

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Festa da Flor 2010

Posted in Notícias by Artemisa on 6 de Abril de 2010

Logo a seguir ao cartaz das festas de Natal e Final de Ano, a Festa da Flor é aquele que maior retorno económico traz à Região, que pela sua diferenciação e singularidade, ocupa um lugar de indiscutível importância no panorama turístico regional. Acontece já há vários anos, durante o mês de Abril, dando as boas vindas à Primavera e quando, dizem os especialistas, as flores estão no seu esplendor.

Este ano, esta iniciativa é subordinada ao tema “Terra”, associando-se às comemorações do Ano Internacional da Biodiversidade e, ganha ainda maior importância, depois do temporal do passado dia 20 de Fevereiro.

Nunca assisti mas confesso que, este ano não vou perder, porque estou cá e porque adoro flores!!

Festa da Flor 2010 (clique no cartaz para mais informações)

FESTA DA FLOR DA MADEIRA – 2010

Programa Provisório

Tema: “Terra”

15 de Abril – Quinta-feira

17h30 – Mercado das Flores – Esculturas de flores em tamanho natural – Placa Central da Avenida Arriaga (frente à SRTT), até 20 de Abril

Tapetes Florais – Placas Centrais da Avenida Arriaga (Sé, Teatro e Loja do Cidadão) e Largo do Chafariz

55.º Exposição da Flor no Largo da Restauração – SRA

Animação na baixa citadina

15h00 – 20h00 – Grupos Folclóricos

16 de Abril – Sexta-feira

Animação na baixa citadina

10h00 – 15h00 – Grupos Folclóricos

15h00 – 20h00 – Grupos Folclóricos

17 de Abril – Sábado

Cerimónia do Muro da Esperança

10h00 – Cortejo Infantil com a presença de milhares de crianças.

Itinerário: Concentração na Avenida Arriaga – 9h00 – frente ao Jardim Municipal, Avenida Zarco, Rua Câmara Pestana e Praça do Município.

11h00 – Construção simbólica do Muro da Esperança mediante a deposição de uma flor por cada criança participante na Praça do Município.

Largada de pombos e espectáculo infantil com grupo de animação.

Animação na baixa citadina

15h00 – 20h00 – Grupos Folclóricos

18 de Abril – Domingo

Animação na baixa citadina

10h00 – 15h00 – Grupos Folclóricos

16h00 – Cortejo Alegórico da Flor

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LHC: A Máquina do Tempo

Posted in Notícias by Artemisa on 5 de Abril de 2010

O CERN – Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire – é financiado por 20 Estados Membros, e é o maior centro mundial de investigação do seu tipo. Desde a sua fundação em 1954, tem sido um exemplo bem sucedido de colaboração internacional, juntando cerca de 6500 cientistas, de mais de 80 nacionalidades.  O laboratório utiliza, e simultaneamente, desempenha, um papel fundamental no desenvolvimento de tecnologia de ponta, com vista a futuras aplicações: desde a ciência de materiais até à engenharia mecânica ou computação, a física das partículas requer a melhor performance em todos os campos, e exige uma superação permanente da barreira do que é possível fazer em termos tecnológicos.

Fonte: CERN-AC-9906026

Imagem aérea e a localização dos detectores

O objectivo do CERN é a investigação científica pura, sem objectivos militares: de que é constituído o nosso Universo, de onde vem a matéria, como é que as partículas elementares interagem? São algumas das questões a que tentam dar resposta, para tal, o CERN utiliza aceleradores e detectores de partículas, dispositivos que se contam entre os maiores e mais complexos instrumentos científicos jamais construídos, é o caso do LHC que se estende através de um túnel com cerca de 27 km de perímetro e cerca de 100 m de profundidade, na cidade de Genebra, perto da fronteira franco-suiça.

Os objectivos são vários mas centram-se em três principais: o primeiro passa por encontrar o bosão de Higgs, partícula conhecida mas nunca vista, que poderia explicar a origem da massa; o segundo, estudar o mistério da matéria e antimatéria e recriar as condições do Universo imediatamente após o Big Bang; o terceiro e último, explorar a supersimetria, um conceito que permite explicar uma das mais estranhas descobertas dos últimos anos: o facto da matéria visível representar apenas 4% do universo, sendo que o resto se divide pela matéria negra (23%) e pela energia negra (73%).

ATLAS, é o maior detector construído. Polivalente, vai explorar um vasto leque de domínios da física (a pesquisa do bosão de Higgs, de novas dimensões ou a natureza da matéria escura). Pesa 7000 toneladas e tem 3000 km de cabos.

ALICE, vai recriar as condições que prevaleciam no Universo alguns milésimos de segundo antes do Big Bang. A matéria que existia então era chamada de “plasma quarks-gluões”. Os quarks são partículas fundamentais que compõem os neutrões e os protões e são ligados entre si por outras partículas, conhecidas como gluões.

CMS, é polivalente como o ATLAS. Tem os mesmos objectivos científicos mas utiliza outras soluções técnicas e um sistema magnético diferente.

LHC-B permitirá explorar as diferenças entre matéria e antimatéria.

Depois de, no passado dia 30 de Março, o Mundo ter assistido ao maior choque de partículas de sempre, com a libertação de energia 3,5 vezes maior que o recorde antes registado, há quem fale numa “Nova Era da Ciência”. Ainda com cerca de 96% do Universo por descobrir, talvez este seja o primeiro passo para sabermos e percebermos de onde viemos. As teses catastrofistas que anunciavam que os possíveis buracos negros gerados pelas colisões do LHC “engoliriam” a Terra, não se confirmaram pois afinal, eu ainda estou aqui a escrever e ainda está aí alguém a ler!

NÚMEROS DO GIGANTE
  • 600 milhões de colisões de partículas por segundo quando funcionar em pleno
  • 50% da energia equivalente à consumida na cidade de Genebra, onde vivem 400 mil pessoas
  • 10.000 toneladas de aço no detector CMS, mais do que as usadas na Torre Eiffel
  • 10.000 cientistas de 500 instituições de todo o mundo participam no projecto. No CERN falam-se 80 línguas e dialectos
  • 4000 milhões de euros de investimento

Nuno Crato

PASSEIO ALEATÓRIO: O buraco negro e a aposta de Pascal

(Artigo de Opinião de Nuno Crato)

“Ainda aqui estamos? Sim, eu pelo menos ainda aqui estou… ou estava, quando acabei de escrever este artigo. E se o leitor está a lê-lo é porque ainda aqui está, neste nosso mundo, apesar dos avisos catastróficos dos que diziam que o LHC iria criar um buraco negro que engoliria a Terra e todo o sistema solar.

De onde surgem estes medos? Por que razão, sempre que a ciência avança, há quem queira fazer-nos retroceder às superstições dos tempos das cavernas? Quem menos ajuda a compreender o fenómeno têm sido algumas correntes antropológicas e sociológicas que identificam conhecimento e superstição – seriam tudo crenças impossíveis de provar de forma absoluta – e chegam a dizer que a ciência é uma construção social como outra qualquer, portanto entre crendice e conhecimento científico haveria apenas uma distinção de grau, se é que existiria alguma.

O LHC está de pé para provar a diferença. A superstição jamais conseguiria construir um aparelho tão perfeito, tão bem pensado e com tanto sucesso. A ciência constrói modelos teóricos e testa-os com os factos. Usa a razão e a dúvida sistemática. Confronta as previsões teóricas com as observações. Usa a experimentação e submete-a à análise estatística. Constrói.

Nos últimos anos, quem mais tem contribuído para perceber as origens da crendice têm sido os biólogos e teóricos evolucionistas. A capacidade humana para a associação espúria entre causa e efeito teria tido, afirmam, um papel positivo na sobrevivência da espécie humana. Ou seja, a crendice ter-nos-ia ajudado a sobreviver.

Um leve restolhar de folhas, para dar um exemplo muito discutido nos estudos evolucionistas, seria o suficiente para fazer a horda primitiva levantar-se e fugir. Poderia ser um leão a aproximar-se, poderia também ser apenas o vento, mas o melhor seria tomar precauções. Os humanos desenvolveram uma capacidade de associação entre factos provavelmente desconexos que originou as crenças supersticiosas.

Esta semana, os evolucionistas Kevin Foster a Hanna Kokko publicaram um modelo matemático que explica as condições de sucesso da associação espúria (DOI: 10.1098/rspb.2008.0981). Esse modelo adapta um argumento original do filósofo Blaise Pascal que, nos seus Pensamentos (1670), dizia ser melhor acreditar em Deus, pois poucas desvantagens haveria se Ele não existisse enquanto o benefício da fé seria imenso. O argumento ficou conhecido como a ‘aposta de Pascal’, e tem sido muito criticado em termos teológicos e filosóficos, mas oferece uma das primeiras formulações daquilo que veio a ser conhecido como a teoria matemática dos jogos. Foster e Koko constroem uma matriz de perdas e ganhos semelhantes à da aposta de Pascal e estudam as condições em que as associações irracionais trouxeram vantagens à espécie humana.

Uma conclusão, no entanto, é clara. A civilização e a ciência ultrapassam pouco a pouco a associação espúria. Onde há dados científicos não há vantagens em regressar aos buracos negros da crendice.”

Artigo publicado na edição impressa do Jornal Expresso, de 13 de Setembro de 2008, 1º Caderno, páginas 24 e 25.

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Papa João Paulo II morreu há 5 anos

Posted in Notícias by Artemisa on 2 de Abril de 2010

Foi no dia 2 de Abril de 2005 que aos 84 anos, na sequência do agravamento do seu estado de saúde que é anunciado ao mundo a morte do Papa amado como nenhum outro, por todos os católicos espalhados pelo mundo.

O Papa polaco é uma das figuras mais marcantes da história recente, na Igreja e no mundo, e tem atrás de si a herança de um longo Pontificado de 26 anos e meio.
Karol Wojtyla nasceu no dia 18 de Maio de 1920 em Wadowice, no sul da Polónia, filho de Karol Wojtyla, um militar do exército austro-húngaro, e Emília Kaczorowsky, uma jovem de origem lituana.
Aos 9 anos de idade recebeu um duro golpe, o falecimento de sua mãe ao dar à luz a uma menina que morreu antes de nascer. Três anos mais tarde faleceu o seu irmão Edmund, com 26 anos, e em 1941 morre o seu pai.
Em 1938 foi admitido na Universidade Jagieloniana, onde estudou poesia e drama.
Durante a II Guerra Mundial (1939- 1945) esteve numa mina em Zakrzowek, trabalhou na fábrica Solvay e manteve uma intensa actividade ligada ao teatro, antes de começar clandestinamente o curso de seminarista. Durante estes anos teve que viver oculto, junto com outros seminaristas, que foram acolhidos pelo Cardeal de Cracóvia.
Segundo relatou o Pontífice, estas experiências ajudaram-no a conhecer de perto o cansaço físico, assim como a simplicidade, a sensatez e o fervor religioso dos trabalhadores e pobres.
As marcas no seu corpo começam a aparecer quando em Fevereiro de 1944 é atropelado por um camião alemão e é hospitalizado.
Ordenado sacerdote em 1946, vai completar o curso universitário no Instituto Angelicum de Roma e doutora- se em teologia na Universidade Católica de Lublin, onde foi professor de ética.
A forma filosófica, que integrava os métodos e perspectivas de fenomenologia na filosofia Tomistica, de gerir as questões que se lhe apresentavam no dia a dia, estão relacionadas com a sua “devoção” ao pensador Alemão Mas Scheler.
No dia 23 de Setembro de 1958 foi consagrado Bispo Auxiliar do administrador apostólico de Cracóvia, D. Baziak, convertendo-se no membro mais jovem do episcopado polaco. Participou no Concílio Vaticano II, onde colaborou activamente, de maneira especial, nas comissões responsáveis na elaboração da Constituição Dogmática Lumen Gentium e a Constituição conciliar Gaudium et Spes. Durante estes anos o então Bispo Wojtyla combinava a produção teológica com um intenso labor apostólico, especialmente com os jovens, com os quais compartilhava tantos momentos de reflexão e oração como espaços de distracção e aventura ao ar livre.
No dia 13 de Janeiro de 1964 faleceu D. Baziak e Wojtyla sucedeu-lhe na sede de Cracóvia como titular. Dois anos depois, o Papa Paulo VI converte Cracóvia em Arquidiocese.
Durante este período como Arcebispo, o futuro Papa caracterizou-se pela integração dos leigos nas tarefas pastorais, pela promoção do apostolado juvenil e vocacional, pela construção de templos apesar da forte oposição do regime comunista, pela promoção humana e formação religiosa dos operários e também pelo estímulo ao pensamento e publicações católicas. Representou igualmente a Polónia em cinco sínodos internacionais de bispos entre 1967 e 1977.
Em Maio de 1967, aos 47 anos, o Arcebispo Wojtyla foi criado Cardeal pelo Papa Paulo VI.
Em 1978 morre o Papa Paulo VI, e é eleito como novo Papa o Cardeal Albino Luciani de 65 anos que tomou o nome de João Paulo I.
O “Papa do Sorriso”, entretanto, falece 33 dias após a sua nomeação e no dia 15 de Outubro de 1978, o Cardeal Karol Wojtyla é eleito como novo Papa, o primeiro papa não-italiano desde 1522, ano da eleição do holandês Adriano VI.
Tendo-se formado num contexto diferente dos Papas anteriores, João Paulo II viria a imprimir na Igreja um novo dinamismo, impondo ao mesmo tempo um maior rigor teológico e disciplinar.

O Papa que veio do Leste recebeu uma Igreja cujo governo atravessava uma certa crise, presa na tensão entre os avanços do Concílio e a perda de identidade perante a modernidade. Desde o início, João Paulo II pediu “não tenhais medo” e fala na primeira pessoa do singular em vez do plural: esta afirmação de identidade vem acompanhada de uma experiência histórica notável, atravessando guerras mundiais e a vivência sob um regime comunista, que fala ao coração de milhões de pessoas. A enorme produção doutrinal do Papa (ver números) deve, pois, ser lida à luz da necessidade de dar respostas pastorais a um mundo em mudança. João Paulo II sempre foi capaz de definir etapas mobilizadoras da Igreja e do mundo, na busca de uma identidade forte – visível na devoção mariana e na formulação de um todo doutrinal – que fosse capaz de sustentar o diálogo com outras confissões religiões.
A sensibilidade para as implicações na sociedade da acção da Igreja não inviabilizou que o Pontificado tivesse dado prioridade à acção pastoral, mesmo sem secundarizar a política. A ideia, explícita logo desde a primeira encíclica, é recentrar a mensagem cristã em Jesus, que revela ao homem o seu destino e a sua dignidade.
A “Redemptor Hominis” de João Paulo II revela-o atento à necessidade não só do diálogo ecuménico com todas as Igrejas cristãs, mas também com todas as religiões. Neste Pontificado há uma grande novidade: o Papa sabe que o mundo não se tornará completamente cristão ou católico, sabe que é necessário viver com os demais, sejam judeus, muçulmanos ou ateus, e isto é radicalmente novo na concepção da Igreja.
Esta novidade representa um ponto fundamental deste Pontificado, a consciência de que a experiência católica tem de conviver com outras, e é pela qualidade desse convívio que ela pode evangelizar.
Muitos falam de um “Papa político”, alguém que lutou abertamente contra os regimes comunistas de Leste desde a sua primeira viagem à Polónia em 1979 e contra o capitalismo reinante na sociedade ocidental. A Igreja é desafiada a resistir, anunciar e mudar: os apelos do Papa em favor do Terceiro Mundo percebem melhor à luz destas premissas.
As profundas transformações ocorridas na Europa no final do segundo milénio e no início do terceiro têm em João Paulo II um dos principais protagonistas. No começo do pontificado de João Paulo II, a Europa, pelo Tratado de IALTA, continuava dividida em dois blocos por motivos ideológicos e geopolíticos. Começava a surgir, à época, o Sindicado Solidariedade, que ameaçava provocar instabilidade não só no interior da Polónia mas também em outros países do Leste Europeu.
O Papa apoiou e estimulou a chamada “Ostpolitik”, conduzida pelo seu Secretário de Estado, o Cardeal Agostinho Casaroli, e continuada pelo seu sucessor, o Cardeal Angelo Sodano. O processo culminou, no período do Presidente Gorbachev, em marco de 1990, com o restabelecimento das relações oficiais entre o Vaticano e a ex-União Soviética.
João Paulo II é um ardoroso defensor da “Grande Europa”, que se estende do Atlântico aos Urais. A “Grande Europa”, segundo ele, deve respirar com os dois pulmões, alimentar-se com a riqueza das duas tradições: a cristã-ocidental e a eslavo-ortodoxa.
Com o final da guerra fria, os medos da humanidade viram-se hoje para a guerra das civilizações, confrontos com motivações religiosas entre o mundo árabe e o Ocidente. O papel de João Paulo II, mesmo aos 83 anos, voltou a ser fundamental. A campanha contra a guerra no Iraque é o acto que simbolicamente congrega as iniciativas e apelos de paz de João Paulo II ao longo dos últimos 26 anos, nascidos da convicção de que o respeito pelos direitos humanos é o único caminho para os povos.
Menos unânimes, mas igualmente firmes, foram as posições do Papa sobre os temas do matrimónio, da família, da defesa da vida desde a sua concepção até ao momento da morte natural ou da moral sexual. Essa acção, mesmo se contestada, apresenta João Paulo II como uma consciência crítica, em referência constante ao Evangelho.

Com mais apoiantes do que críticos, João Paulo II é, sem dúvida, um Homem de fortes convicções, com um carisma incontestável seja para católicos ou não-católicos. Marcou toda a minha geração e, dificilmente, outro Papa marcará tanto e estará tão presente na minha vida como João Paulo II.

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