GRÃO DE AREIA

Ser Aluno…

Posted in Escola by Artemisa on 28 de Fevereiro de 2010

Ser aluno é querer saber,

É estar com os olhos abertos,

bem despertos!

É ter curiosidade,

saber ocupar o tempo

com o olhar fixo no momento.

Ser aluno é não ter idade,

é ser menino, homem, velho…

Não interessa!

O que importa, é estar desperto

É querer saber mais

É saber dispor as coisas

Saber navegar pelo Universo

É saber ser marinheiro

saber andar, em diferentes marés

Um dia … águas calmas

mas depressa entra em mares revoltos.

Surgem angústias, raivas

vozes engasgadas

medo de perder o leme.

Não pode esquecer a bússola

a orientação

Aquela que o vai pôr em acção.

Ser aluno é saber jogar

fintar na hora certa

Ter visão do jogo

Saber fazer a jogada.

Às vezes falha-se …

Falta de conhecimento?

Jogada mal passada?

Má orientação de jogo?

Ser aluno é crescer

começam de pequenino

Depois é a vontade que fica

se for bem orientada.

Pode até não dar logo certo.

Mas um dia …

Um dia surge a saudade

daqueles bancos de escola

E até da sacola!…

Dos berros dos professores

e de todos os colegas … que depois

são uns amores …

Mas há uma coisa que nunca vão esquecer

É o olhar de ternura

Daquele que foi aluno

se tornou um doutor

e soube ser Professor!

Poema de José Nuno Oliveira, da Turma 10 A1.3 da Escola Secundária Francisco de Holanda (1998/99)


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Ser Professor…

Posted in Escola by Artemisa on 28 de Fevereiro de 2010

Ser professor é ser artista,

malabarista,

pintor, escultor, doutor,

musicólogo, psicólogo…

É ser mãe, pai, irmã e avó,

é ser palhaço, estilhaço, É ser ciência, paciência…

É ser informação, é ser acção.

É ser bússola, é ser farol.

É ser luz, é ser sol.

Incompreendido?… Muito.

Defendido? Nunca.

O seu filho passou?…

Claro, é um génio.

Não passou?

O professor não ensinou.

Ser professor…

É um vício ou vocação?

É outra coisa…

É ter nas mãos o mundo de

AMANHÃ

AMANHÃ os alunos vão-se…

e ele, o mestre, de mãos vazias,

fica com o coração partido.

Recebe novas turmas,

novos olhinhos ávidos de

Cultura

e ele, o professor,

vai despejando

com toda a ternura,

o saber, a Orientação

nas cabecinhas novas

que amanhã luzirão no firmamento da

Pátria.

Fica a saudade… a Amizade.

O pagamento real?

Só na eternidade.

Autor Desconhecido